Sábado, Agosto 08, 2009
Sexta-feira, Julho 24, 2009
Terça-feira, Julho 14, 2009
Teia - Em Torno do Verde
Primeira experiência de realização de um videoclip - trabalho universitário de final de curso que consistia em fazer um cd de apresentação de uma banda.
Foram utilizadas uma handycam, uma máquina de fumo e um strob.
Quarta-feira, Maio 20, 2009
Segunda-feira, Abril 06, 2009
Domingo, Abril 05, 2009
Jazz 'N Gaia 2009
O concerto de abertura foi de António Pinho Vargas e foi seguido por Al Di Meola, acompanhado pelo acordeonista Fausto Beccalossi e pelo guitarrista italiano Peo Alfonsi.




Quinta-feira, Março 12, 2009
Fotojornalismo - o início
As fotografias abrangem temas desde a cultura ao desporto e não estão legendadas. Vamos encarar os titulos dos posts como se o fossem.
Quarta-feira, Março 11, 2009
Terça-feira, Março 10, 2009
Sexta-feira, Março 06, 2009
Quarta-feira, Março 04, 2009
Tony Bellotto e Malu Mader no Fantasporto





Tony Bellotto no Fantasporto - artigo aqui
Malu Mader divulga estreia como realizadora no Fantasporto - artigo aqui
Quarta-feira, Janeiro 28, 2009
Trabalhos para o JPN
Fotogaleria: Um milhão nas margens do Douro para ver Air Race;
Festival Marés Vivas: Enchente de música em Gaia com edição de 2009 garantida
fotos; Peter Murphy, Sisters of Mercy, Shout out Louds, Tricky
Stop: Centro comercial transformou-se num dos pólos da cultura alternativa do Porto
Jornalismo Porto Net aqui
Sábado, Janeiro 17, 2009
Projecto Final: As Salinas
Música: Saregama, Fragments Native Flute Mix, 4D Reality
Projecto Final da cadeira de Fotojornalismo
Espaço vazio ou reserva natural? As salinas de aveiro estão divididas entre a visão de quem lá vai. Uns vêm um espaço vazio, memória de outros tempos em que o sal era penosamente retirado ao mar; outros uma reserva natural onde várias espécies de aves coabitam e se alimentam.
Quer a memória, quer o habitat natural merecem ser preservados, antes que desapareçam todas as memórias etnológicas que unem o presente da cidade ao seu passado ou que fujam todos os animais que acabam por contribuir para a beleza natural da zona e para o seu potencial turístico.
Eu próprio fui um dos que teve de lá voltar mais que uma vez para ver mais do que apenas uma face desse espaço. Na primeira vi apenas uma planície cáustica, limpa de animais, mas não de sinais da presença deles. Um local de grande beleza natural, mas que era apenas um reflexo do passado.
Da segunda vez que lá voltei consegui ver o outro lado das salinas: o de ecossistema com um equilíbrio frágil que serve de refúgio para muitas aves: flamingos, íbis, garças, gaivotas... Vi como este pedaço de terra constantemente perdido e recuperado ao mar sustenta estas espécies mesmo à entrada de uma cidade.
Encalhadas entre rio e mar a Marina da Troncalhada, apesar de vazia de marnotos, ainda vende sal.
Este habitat encontra-se duplamente ameaçado. A construção da já antiga A-25 veio roubar um pouco do seu espaço e trouxe consigo poluição atmosférica e sonora. As cegonhas pareceram não se importar com isso e construiram os seus ninhos ao longo do percurso.
Agora, acompanhando este traçado, vai ser construído um viaduto ferroviário que ligará ao Porto de Aveiro. Este viaduto avança sobre as salinas, conquistando para si ainda mais deste espaço. Vai atravessar uma reserva natural e separar um pouco mais Aveiro das salinas que, no passado, fizeram a sua riqueza.
Não sei medir o impacto natural desta obra. Mas posso usar a fotografia para documentar o presente para, no futuro, se poderem medir os impactos. Assim temos uma arma preciosa na luta contra o esquecimento, contra as pessoas que dizem que as coisas não são, nem nunca foram, bem assim.
Quinta-feira, Novembro 20, 2008
Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Fire and Ice



"quando é a ti que olho por detrás da objectiva nunca deixo de pensar se estou a fotografar o que vejo ou o que se esconde."
Terça-feira, Outubro 23, 2007
Segunda-feira, Outubro 22, 2007
Domingo, Outubro 21, 2007
Terras do Demo

Terras do Demo: a carícia da civilização fica longe daqui. sentem-se todos os elementos: uma força primordial que sobe das pedras e afecta os homens. o peso vulcânico do granito; uma pura película de água sobre tudo - sobre o rude rumor da terra há um súbtil cantar de criação .
Palácio de Cristal - AKA Pavilhão Rosa Mota

O Palácio de Cristal foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão Rosa Mota. Contudo o nome de Palácio de Cristal serve ainda para designar aquele espaço.
Esta foto também se encontra neste outro espaço quase.
Sexta-feira, Outubro 19, 2007
Traços

fim de tarde com as últimas luzes do dia: pessoas regressam a casa; os prédios avançam inexoravelmente sobre nós; os últimos vestígios de vegetação retrocedem horrorizados; mãos há que atacam os vestígios de uma civilização utilitária. uma história simples.
o céu limita-se a dar o enquadramento dramático - nunca irá cair sobre nós.
Cell

Viajamos todos dentro da barriga de aço da cidade. Receamos cada segundo: a doença cardíaca fulminante que nos impede de viver; o trabalho que reclama sempre mais horas e mais horas; o regressar a casa com um sorriso pendurado na face entre os rugidos do trânsito.
Fugimos também dos germes, micróbios, vírus. Fizemos da assepsia um modo de vida. Tememos, agora, qualquer contacto genuíno.
Encerrados em invisíveis células percorremos estes corredores manchados de sangue seco sob esta luz de pesadelo. E sorrimos.
Finalmente, a Simbiose
Havia ali um silêncio de coisas mortas, da antíquissima presença humana. Sentia-se o fervilhar de uma actividade inútil - um formigueiro de vozeares apressados, passos secos de madeira sobre a tijoleira, depois abafados pelo cimento, embrenhando-se no ruído das máquinas, trabalhando...fumo.
Emergindo do tempo, novas necessidades compuseram a loucura. O reaproveitamento do espaço fez que homem e máquina encontrassem, finalmente, a simbiose.
Blue Mood
"...quando não está ninguém é da ausência que se fala..."
os nossos jardins esperam os velhos para viver... e os amantes, ainda, para se esconderem e se encontrarem. eros e thanatos reencontram-se num tempo sem tempo para o romantismo. contudo chega sempre o dia em que os objectos permanecem e contam uma silenciosa história: a partida.
a última imagem nunca tem pessoas - angulosas mãos pronunciando o adeus.
Esta foto também se encontra neste outro espaço quase.
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Comunicação
Gaia de novo... Gaia a sombria, muito longe das promessas benéficas da deusa da terra. Subúrbios cegos, tempo perdido à procura de algo para fazer, banalidades ditas à esquina do café. Isto é gaia... se lhe juntarmos pequenos espaços que nos fazem acreditar no milagre da multiplicação das aldeias, firmemente congregadas à volta das suas convicções e dos acasos geográficos, temos o tecido de que é feita uma certa mentalidade nacional de vistas curtas. Mas essa é outra gaia que desaparece sob o crescimento demográfico e as necessidades de prolongar esse lóbi que é a construção.
Nesta Gaia em que me desloco os prédios guardam com milhares de olhos a estrada... as luzes não aquecem o frio das ruas e eu acelero o passo para me aquecer. Persigo a noite enquanto prossigo. Gostaria de falar com alguém, mas o telémovel está sem dinheiro e não tenho tostão no bolso. Meditava nas impossibilidades da vida moderna quando a vi, cansada e triste debaixo de um fraco néon - Lili Marleen que espera a minha voz.
Esta é a foto da minha silenciosa frustração.
Tempo de Espera
Depois de tanto tempo à espera é inevitável que se comece a olhar o chão, shoegazer a olhar para os sapatos no fio da desagregação. Os mosaicos conduziam o seu olhar ao descanso da abstração: linhas paralelas, o infinito ilusório; para relaxar, as linhas verticais e curvas eram uma promessa que conduzia ao céu.
Não há som para esta imagem - é o silêncio a preencher a sinestesia.
Só me resta esperar mais um pouco - a linha branca quebrada no chão talvez me conduza à luz.
Vida a Correr
Dizem os relatos dos primeiros arqueólogos que escavaram Pompeia que a lava preservou os corpos das vítimas perfeitamente. Estátuas de carne. Dentro da concha, oca após perdida a cera, injectaram mais tarde gesso e regressaram as expressões aos corpos. A história das vítimas fica contada.
Mas qual a história dos sobreviventes? para onde foram e como chegaram lá? - com histórias de deuses zangados, de cólera divina, da loucura de Vulcano?...
Parte da sua história fica contada no que ficou para trás, no que se deixou à pressa antes da fuga.
Aqui, a anarquia dos objectos, para além de contar a história de uma fuga, conta a história de anos de pilhagem.
Avis 2007
Avis 2007 -
É estranho o que as vilas no alentejo contam; a força do seu silêncio nas horas de canícula. Ouvem-se antíquissimos rumores, a colisão de várias épocas de desenvolvimento - e exploração.
Ao lado da igreja, num beco, um banco... pelo menos um sinal dele (mas, não havia um decreto contra a usura?). Ao lado, um sofá... um banco mais confortável.
Esta composição surrealista e estranhamente irónica - o sofá rasgado e puído a cantar confortos passados - remete-nos para a realidade: casas vazias, ruas de pouca gente, uma região pouco competitiva e economicamente fraca - "a região do Alentejo apresenta um débil posicionamento no ranking global de competitividade e coesão territorial das regiões portuguesas, o qual é, no essencial, condicionado pelo comportamento evidenciado pela Região em matéria de competitividade, tendo em conta que por um lado, no contexto das NUTS II a posição relativa do alentejo no Índice Sintético Parcial de Competitividade apenas supera a posição relativa da Região Autónoma dos Açores, e por outro lado, no campo da coesão a posição relativa regional é bastante próxima da situação média do país." (mais aqui)
Contudo, sente-se ainda a força dos braços que aqui construiram a sua vida... e sabemos que, o Alentejo, curtido por anos de seca, tem vida sob as sombras.
Homenagem ao Sangue

"pelas raízes sinto uma nova força, a força da terra; das raízes extraio o meu sustento; às raízes regresso para me compreender."
Terça-feira, Outubro 16, 2007
Escrita Visionária

Fotografia, escrita de luz; literatura, escrita para iluminar. Ambas são formas visionárias de interpretar o mundo; de fornecer uma explicação, uma imagem que mostre uma das combinações do caleidoscópio realidade.
Esta é a primeira fotografia, de certa forma uma explicação, uma interpretação do mosaico formado no deslocar dos espelhos a que chamamos realidade.






























































































































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